30 maio 2013

Querido amigo...



Foi precisamente no sábado passado, dia 25.Maio.2013, que pela última vez nos olhámos . . .
Uma vez mais, essa alegria de te olhar, de te tocar e de rirmos juntos.
Sim, rimos e muito . . . tanto, que em centésimos de segundo rebuscámos a nossa infância, nas brincadeiras que não tinham tempo para acabarem, o tempo contado que para nós não existia e só lembrado quando as nossas mães nos chamavam . . . essa despreocupação e a doce lentidão do passar do tempo, das nossas tropelias, naturais da pureza e rebeldia da infância.
O teu cabelo à "Marco Paulo" que, num sorriso formidável, nos alertaste que esse teu penteado foi imediatamente mudado no dia seguinte.
O Dani, por quem tu tratavas por "menino". . .
De cada palavra dita e de sorriso rasgado, mostravas o grande orgulho na tua mulher e nos teus filhos. 
Falámos da guitarra portuguesa que tanto apaixona o teu irmão e, ao mesmo tempo, a tua preocupação pela distância que percorre para alimentar essa paixão.
Rimos com ânimo, de tantas coisas que não caberiam nesta página.
Viemos embora e os teus olhos brilhavam . . . parecendo que a nossa partilha te deixou feliz.
E nós? Nós virámos a esquina com um misto de tristeza e felicidade de, mais uma vez, termos mergulhado neste nosso momento.
AMIGO, essa felicidade estará sempre presente, pelos excelentes momentos passados e que recordarei até ao infinito . . . desde a nossa doce infância até hoje.
A vida leva-nos para outros lugares, mas a memória, essa, permanece e nela ficarão sempre guardados os bons amigos de infância.
Um eterno beijo e uma felicidade desmedida em te ter conhecido QUERIDO AMIGO!

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