05 agosto 2013

Today I feel . . .




Hoje, submersa num mundo de pensamentos... tantos, que não cabem numa simples folha de papel. 
Hoje, é difícil mostrar esta forma de "sentir".
Apenas sentir mais do que efectivamente se consegue dizer. 
Tentarei encontrá-las em mim, comigo mesma! 

Today I feel...

Beijos ♥


02 agosto 2013

♥ Passeando pelas memórias ♥


Conta-me histórias: ... Do presente: Passeando pelas memórias.






Há memórias que sempre farão parte da nossa vida, da nossa história.

Há memórias intemporais, onde a idade é apenas um risco no calendário.
De memória em memória vamos construindo um monumento histórico dentro de nós de um valor incalculável.
Todos temos dias em que recuamos no tempo pela saudade de pequenas coisas ditas de "nada" e na grandeza desses "pequenos nadas" apagam-se lágrimas demasiado salgadas e um sorriso inesperado nasce-nos no rosto, mesmo sem ter sido convidado.
"- Naquele tempo era feliz e sabia e na consciência desse estado vivi o melhor que consegui."
Hoje, passeando pelas memórias, que levo comigo para onde quer que vá, dou por mim com um sorriso que varia entre os 8 e os 18 anos.
Não fosse um espelho (traiçoeiro mas fiel) que aqui do meu lado esquerdo insiste em reflectir uma senhora mais crescida e acharia que recuei na história da minha vida. 
Sinto-me tentada em deitar-lhe a língua de fora (à senhora que o espelho reflecte) mas alguma educação adquirida aconselham-me contenção; no meio do sorriso coloco um pouco de juízo e recolho a dita cuja, que já estava na saída dos lábios, pronta para me desafiar.
Parece resultar!
"-Linda menina!" - elogio mentalmente.
"- Parva!" - diz a vozinha de uma criança de oito anos que nunca se apagou em mim e mantenho bem preservada.
Alguns olhares interrogativos fixam-me como se tivesse a palavra "maluca" escrita na testa.
Faço-lhes um sorriso formal e tento parecer mais de acordo com o dito "normal".
Ouço a criança rir dentro de mim.
"- Mas que bem comportada!" - parece que a oiço dizer.
Apetece-me responder-lhe:
"- A vida é que cresceu, não fui eu, mas se eu tentar explicar aos ditos "normais" deste mundo semelhante disparate vou ser "crucificada" e não me deixam viver mais nada. Tento na língua menina traquina, preciso de arrecadar mais umas memórias no baú da minha história."
Tentando colocar alguma sintonia entre o exterior e o interior visto-me de serenidade, coloco calma no coração e exibo uma expressão de senhora crescida coberta de razão.

Há memórias que sempre farão parte da nossa vida, da nossa história.

By Maria José Lacerda


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Estou a fazer os possíveis, pouco a pouco, para conseguir recuperar poemas e narrativas deixados escritos pela minha mãe, onde estão memórias que fazem parte da minha vida, da minha história.   

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Desejo-vos uma óptima sexta-feira e.... por favor sejam felizes. Riam, brinquem, conversem, partilhem e amem! :)


♥ ♥ ♥ ♥


♫ Last weekend ♫




No fim de semana passado, decidimos pegar na trouxa e voltar à aldeia, onde decorriam as festas e que ainda não conhecia.
Tomada a decisão em cima da hora, foi colocar t-shirts, calções, produtos pessoais, entregar a Kyria e a Aretha à Teresa e arrancarmos. 
Vamos pela auto-estrada ou vamos pela nacional? Optámos pela nacional. Além de pouparmos uns trocos nas portagens, ao fim de alguns anos foi-nos possível absorvermos as paisagens e os aromas que outrora ficaram para trás, com estradas alternativas.
Festa da Aldeia... bela, belíssima. Belo, o trato com gente humilde, sempre bem disposta e de braços sempre abertos, afectos que hoje em dia são cada vez mais raros nas grandes cidades. É festa e lavada à séria. 
As melhores rendas colocadas nas varandas para ver passar a procissão. 
Os conjuntos musicais a que já não estamos habituados, mas que usufruímos e festejámos com pleno gozo e satisfação. 
Revemos e abraçámos primos emigrados, que já não víamos desde pequenitos.
E, no domingo a melhor toalha colocada na mesa de refeição, com todo o glamour e simplicidade, onde reinava um batalhão de comida e gente, primos e primos!
Puros momentos de gargalhadas... momentos de partilha que outrora ficaram arrumados no baú e que alimentaram por todo o fim de semana.
Voltámos na 2ª feira de manhã. Viemos devagar e a saborear o que de belo continua a existir no norte do país. 
Parámos numa adega, onde fomos encontrar um espumante que obteve a medalha de ouro, este ano, a nível nacional e no Brasil. Veio acompanhada por um rosé e um tinto.
Ainda tivemos tempo para parar numa queijaria, onde podemos encontrar alguns dos melhores queijos do nosso país e, claro, não resistimos a trazer um ou dois. Queijos feitos, basicamente, de forma quase artesanal.
Com este fim de semana continuamos a alimentar outras ideias, mas acima de tudo alimentámos a alma.

Que mais poderíamos pedir para que um fim de semana fosse excelente, rodeados de gente boa :)