Se eu te quiser proteger de tudo e de todas as dores, não te estou a ajudar a crescer... compete-me, isso sim, proteger-te e dando-te o caminho que te ajude a explorar novos horizontes, porque o crescimento é isto mesmo.
Nós, mães, tendemos a proteger os nossos filhos e estes também se querem sentir protegidos. Esquece-mo-nos, muitas vezes, que na adolescência os filhos querem ser protegidos emocionalmente e querem apenas serem acolhidos nas suas tentativas de descobrir quem são. Eles têm a ânsia de romperem novos mundos.
Percebo agora, ao ver-te entrar na adolescência, que proteger é confiar que tu és capaz. É incentivar-te a avançares, sem nunca me esquecer de te alertar para os perigos. É ajudar-te a encontrar o caminho para pensares pela tua própria cabeça. É dar-te o espaço e a liberdade para fazeres as tuas escolhas e sorrir orgulhosa de cada passo que te veja dar nesse sentido. É tapar as formigas e os crocodilos para que a curiosidade e a distracção não te magoem demais e incentivar-te a levantares-te, tantas vezes quantas caíres de rabo no chão ao tentares dar um novo passo. É deixar-te voar com segurança, estabelecendo limites, para que não te percas num espaço demasiado grande, e estes limites vão-te abrindo lentamente e vão-te revelando novos horizontes, para que possas encontrar o teu talento e concretizares os teus sonhos.
Há coisas boas que doem. Não tenhas medo da dor, porque estou cá sempre para te dar o beijo que cura. Adoro-te filhote!
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